terça-feira, 25 de maio de 2010



"É tão difícil falar e dizer coisas que não podem ser ditas. É tão silencioso. Como traduzir o silêncio do encontro real entre nós dois? Dificílimo contar. Olhei pra você fixamente por instantes. Tais momentos são meu segredo. Houve o que se chama de comunhão poerfeita. Eu chamo isto de estado agudo de felicidade."

Clarice Lispector

Quando estou feliz eu não escrevo, vivo!

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Razão, emoção e delírios !


Perdida na confusão de tudo!
Esse tudo tão confuso, que faz com que eu me perca na sensação do pensamento
e acredite em meus mais loucos delírios.
Há alguns meses atrás me perdi de mim e só Deus sabe o quanto está sendo tortuosa a procura por mim mesma.

Eu juro!
Juro que me procurava quase que diariamente e sempre que passeava pelas lembranças eu me encontrava, mas os encontros comigo mesma não duravam muito tempo, e quando eu conseguia me aproximar um pouco mais, eu era seduzida por uma emoção que me deixava desnorteada a ponto de perder completamente a minha razão.

Vez ou outra a razão se aproximava e cuspia em mim toda a minha tolice e falta de bom senso. Mas a tal emoção era tão forte que apesar de me importar com a cuspidas na cara, a tolice e falta de bom senso era apenas um detalhe perto da sensação que a emoção e os meus delírios me causavam.

Há alguns dias atrás, perdida em meus pensamentos e lembranças, mesmo que, com os olhos bem fechados, consegui me ver perfeitamente, mas não pude me alcançar!
Hoje eu continuo a minha procura.
A emoção ainda é sedutora e razão tortuosa!

Assim eu vou caminhando seduzida pela emoção que me faz com que eu me perca e torturada pela razão que quer que eu me encontre.

Se você me encontrar por aí, me avise por favor.
Enquanto isso eu continuo a minha procura!


(Nathália Silva)

sábado, 24 de abril de 2010



Minha relação íntima estabeleceu-se entre mim e a flor:
Eu a admirirava e ela parecia sentir se admirada. E tão gloriosa ficou na sua assombração e com tanto amor era observada que se passavam os dias e ela não murchava: Continuava de corola toda aberta e túmida, fresca como flor nascida. Durou em beleza e vida uma semana inteira. Só então começou a dar mostras de algum cansaço. Depois morreu. Foi com relutância que a troquei por outra e nunca a esqueci.

(Clarice Lispector -Àgua viva)

E eis que tudo AINDA faz MUITO sentido.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

O Ritual .



Acendo um cigarro e o observo se queimando...
Deposito ali todo o amor que sinto por ti!
Eu desejo do fundo da alma que a medida com que ele se apague todo o sentimento e as lembranças também se vão...
E que o vento leve junto daquela maldita fumaça, tudo isso que hoje me sufoca, que me tira o sono e me faz perder completamente o meu juízo.
Por um momento eu pude acreditar que este ''ritual'' inventado por mim mesma daria certo, tão certo que, a partir do momento em que não existisse mais aquele maldito cigarro eu nunca mais desejaria o ''Eu e Você''!
Ignorância a minha!
O vento soprava ao contrário e eu nem pude perceber.
O que era pra ir não foi, e o que ficou só aumentou a certeza de que eu preciso ter você!


(Nathália Silva)






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